quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Dia 106

Nem sequer um sorriso me acontece. Ás vezes penso que sim, mas apenas um trejeito de lábios que não sorriso. Nem um sorriso dos olhos, que nem palavra tem para o nomear. Abrem-se os olhos em luz, eu penso que em luz, mas luz nenhuma, sorriso fundido. Anseio um sorriso qualquer, pode ser de orelha a orelha, pode ser com os dentes todos, pode até ser amarelo ou sarcástico ou de desdém. Desaprendi de sorrir. Até que há dias, te vi, e sem contar sorri, mas para dentro, que é maneira do coração sorrir quando encontra o outro, para o lado direito do peito.