quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Dia 98

Andava só pelas ruas, gostava de redescobrir a cidade e os caminhos de quando pequeno. Normalmente sem destino, repetia o pisar dos quadrados brancos do passeio, evitando os mais escuros. Quando o passeio mais antigo, feito de lajes de granito, bonitas e gastas do tempo, evitava pisar a linha que as unia. Nos dias de melhor disposição, trazia as mãos nos bolsos e um assobio nos lábios, e lembrava-se de quando pela mão da mãe fazia aqueles mesmos caminhos, e de como a consumia a calcar os quadrados brancos e a evitar os escuros, a evitar as linhas, a chutar pedras,

 Raça do rapaz, despacha-te que perdemos o autocarro!

Nesse tempo uma certeza de nunca morrer. Absoluta e definitiva.