A nau dos loucos navega para o desastre chamando-nos loucos a nós. Não navega à vista nem à deriva, navega com a certeza de afundar. Este cabo das tormentas nunca será da boa esperança. Portugal tem os braços cansados e está de gatas. Convoquemos a alma, porque essa, pelo menos, não tem cú.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Dia de quatro
A violência maior de um governo
não é atirar polícias contra multidões, esta é grave, mas a maior e mais grave
é a que esmaga multidões sem sequer precisar de bastões. A violência maior de
um governo é a forma desumana com que tritura a maioria do seu povo.
Manipulados ou ao serviço de entidades obscuras, cortam salários, aumentam
impostos, esquartejam serviços, desmontam organizações, separam famílias, fomentam
a guerra entre função pública e privados, entre pensionistas e trabalhadores no
activo, entre alunos e professores. Viram a gente contra a gente.
A nau dos loucos navega para o desastre chamando-nos loucos a nós. Não navega à vista nem à deriva, navega com a certeza de afundar. Este cabo das tormentas nunca será da boa esperança. Portugal tem os braços cansados e está de gatas. Convoquemos a alma, porque essa, pelo menos, não tem cú.
A nau dos loucos navega para o desastre chamando-nos loucos a nós. Não navega à vista nem à deriva, navega com a certeza de afundar. Este cabo das tormentas nunca será da boa esperança. Portugal tem os braços cansados e está de gatas. Convoquemos a alma, porque essa, pelo menos, não tem cú.
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