A praia ali, direita, quieta. Gente. Gente na água, na
areia, entre a água e a areia, de mãos à cinta, de mão em pala na testa. O que
me falta? O mar ali direito, não quieto, a entornar ora para lá ora para cá do
mundo. A linha perfeita ao fundo a prenunciar a sua finitude, como se não soubéssemos
que é quase redondo. E porque redondo se repete, dia e noite, vida e morte. O que
me falta? Nós todos na areia, como que tombados de um ano de guerra, numa
preguiça de foca. Está tudo aqui, no entanto algo me falta, julgo que
aquilo que me embalava o berço, ou seja, a mão que me trazia à praia.