segunda-feira, 2 de julho de 2012
Dia 79
Não fazes um barulhinho sequer, sais devagarinho, voltas e
abres a janela do sorriso, que me acorda e me dispõe a tudo. Fico quieto. Os
olhos tão bonitos. Quem me dera esses olhos a espreitar dentro de ti. Tão bem.
Tão bom. Posso morrer. Posso morrer agora. Depois os dois. Depois acabam as
pessoas, depois tudo o que está à volta das pessoas. Depois a nuvem branca a
vogar no celeste azul à volta do mundo. O amor é a nossa casa, somos a nossa
casa. Um abraço de força, que meigo e suave encaixe. O dia não está bonito nem
chove, como acontece normalmente nestes textos. Mas em nós há sol. Somos tão
pouco. A vida inteira não chega. Não peço mais. Quero bocadinhos destes,
metidos em caixinhas, assim me basta.