Quantas
tinha não sei, mas era menino para ter várias, uma em cada canto para evitar
encontros ao centro, onde se situava com a que intitulava de “oficial”. Não era
especialmente bonito, mas quando fisgava uma dava caso na certa. Nunca lhe
perguntei como conseguia, provavelmente não o saberia também, acontecia-lhe, e
como depois sem remorsos, levava a vida a sorrir. É certo que telefonemas
controlados e saídas nocturnas bem preparadas, um “reset” nas chamadas quer
recebidas quer feitas, não fosse a “oficial” tropeçar numa Rita ou numa Andreia
que não primas e ia tudo por água abaixo.
Agora
quantas tem não sei, não me perguntes, é menino para não ter nenhuma, a oficial
passou a mulher, metem-se os sogros e pais ao barulho e sabes como é: um gajo
amansa. Julgo que agora até nem com a mulher, já lhe fez os filhos, e eles
passaram-lhe à frente. Vi-o há dias, de cabeça metida nos ombros a passear os
carrinhos junto ao parque infantil, disse-lhe
- Como
é Toni
e ele
levantou os olhos de um boião de papa e sorriu, nem sequer
-Olá
nem
nada, com a mulher a dar-lhe cotoveladas, porque a colher de papa já no nariz
do menino, e parece-me que ainda a ouvi dizer
-Seu
palerma
e ele
- Calma
“môr” .