O amor não precisa de chantili. Não precisa de morangos, nem de champanhe, nem de cintas de ligas, nem de velas, nem de chicotes e algemas. O amor só precisa do outro. O amor não precisa de dinheiro, o amor não dá troco. Não tem descontos ofertas ou promoções. Não dá brindes. O amor não cabe na economia, por muito que o queiram rentabilizar, se dá lucro: não é amor. O amor é como um serviço público que dá prejuízo ao estado, mas dá lucro no coração de toda a gente. O amor é a utopia comunista: não tem classes. Morre-se de amor porque se vive. Vive-se mas não se morre literalmente dele. O amor é uma Maria-vai-com-as-outras, pode ir com toda a gente, mas ninguém diz que é uma puta.
O amor não quer perfumes, nem postais com corações, não quer dia dos namorados, nem anos de namoro ou de casados.
O amor só quer o outro, por isso o meu te quer a ti.