quinta-feira, 5 de maio de 2011

Dia 43

Há dias assim, folha branca que agonia! Folha branca a pedir tinta, e o cérebro sem tinteiro, e os dedos, jactos de tinta, a hesitarem na tecla…
Hoje calhou na tecla “H”! Letra surda e muda, que mesmo que queiramos não a conseguimos dizer, e por muito que tentemos não a conseguimos ouvir. Eu cá não consigo dizer os “agás”.
Há muito que te queria dizer tudo o que há em mim! Mas os “agás” só existem escritos… como poderias saber o que há em mim?
Agora sim, por escrito é mais fácil, há amor por ti em mim, há e há muito tempo, sem que to dissesse, porque esperava a hora “agá”, para te dizer que há um amor profundo e incondicional em mim… Por ti…
Acho até que vou usar “agás” em tudo o que te escrever, para que em tudo haja todo o amor que há em mim.
Assim se dúvidas houver de todo o amor que há por ti em mim, hás-de lembrar este texto, e que há (com “agá”) amor em mim, por ti…
Há e haverá sempre. Ah, há com “agá, claro está!