A minha irmã vai-se casar, choro e rio e rio e choro...
Um sem número de sensações caem em mim, sem saber como as gerir, coração analfabeto a aprender outros sentimentos, alma em reboliço a procurar a calma.
Vêm-me à cabeça imagens cheiros e sons de quando eras pequenina, e eu pequenino ao teu lado, achando-me grande para te proteger.
Chamar-te irmã é redutor, não há nomes para o amor que te tenho!
Para mim és muito mais do que irmã. Eras o “irmão” que desejava ter mas, que por desígnios por mim na altura misteriosos, foi parar à casa de uma tia.
Eras quem eu “esmagava” no berço a brincar aos cavalos!
Eras das saias da mãe... Eras dos olhos dos pais...
Irmã do olhar tão parecido com o meu e que nos faz ainda mais irmãos!
Mana a brincar comigo, na praia, em casa, nos avós, em todo lado.
Mana que dormia comigo. Mana dos olhos meigos, mana do sorriso encantador, do riso contagiante. Mana generosa e amiga.
Mana dos meus olhos, mana do meu coração, mana do teu irmão.
Mana com casa, já se casa e eu feliz, e ela também!
Mana eternamente apaixonada que me comove e me ensina!
Mana que acredita no amor eterno e eu também.
Mana que se casa.
Mana coberta de beijos do irmão que te ama, terna e eternamente...