Tenho um sorriso parvo na cara. Tão parvo e generoso que uma velha e distinta senhora me pisca o olho da mesa ao fundo. Esplanada e sol tímido. Disfarço envergonhado. Raparigas sós, de botas, gorros e adornos mais hippies, lêem livros franceses amarelos de velhos. Espero. Tento rabiscar umas linhas para um artigo que me encomendaram. Nenhum rabisco em forma de letra. Espero. É verdade que quem espera desespera, e é mentira que sempre alcança!
Mesmo sem relógio sei que estás atrasada, quanto mais não seja em unidades de afecto, essas não conta o relógio de pulso, mas conta o do coração!