terça-feira, 1 de março de 2011

Dia 16

Eu para minha casa, tu para a tua, começa a semana, tu com o teu indecifrável trabalho sobre economia e finanças, eu com mais uma semana para organizar as minhas coisas.
Ver aqueles caixotes todos apinhados, cheios de livros, cd’s, sapatos…Uma vida às costas como um caracol. E a sensação boa de ter tempo para arrumar tudo, sem os ditames de ninguém, tudo como eu quero! Ao mesmo tempo a impressão de que tudo vai estar assim até à próxima semana…
Falta-me o relógio. Mal deixei de estar contigo, senti a falta do peso no pulso, e a necessidade da consciência do tempo, das horas! A necessidade da vida como uma folha pautada com linhas de tempo definidas e tarefas para cumprir…
Fiquei agoniado!
Prefiro todas as folhas brancas que vivo contigo, sem necessidade de as limitar, cortar e marcar! Prefiro os desenhos que fazemos nelas, sem régua e esquadro, mas com a (in)certeza e a (in)precisão que o amor pode ter!
Adormeço, e sonho que arrumei tudo.