Numa manhã qualquer, acordei abraçado a ti! Feliz abraçado a ti!
Eu, que nem em miúdo adormecia ou acordava abraçado a nada nem a ninguém. Nem a um urso, nem a uma fralda. Talvez só a chupeta a absorver-me a ansiedade…
E de repente acordo como adormeci, abraçado a ti!
A ti que nem te conheço bem, ou conheço? Não tenho essa pretensão…
Dou-me conta de que a intimidade veio contra nós! Pela partilha e não por razões da razão ou coração! A intimidade dá-se partilhando, assim nos partilhamos, assim ficamos íntimos… Assim comungamos o mais perto do “eu”.
Celebramos o amor do mais perto de “nós”… Despidos pela intimidade.
Dei-te a confiança do meu sono…
A privacidade de “mim”…
A convivência do “eu”…
Agora vives no meu mundo e eu no teu.
É amor isto que eu sinto!