Lembro-me de te conhecer, num dia comum, numa noite comum, num excesso de copos e fumo perfeitamente comuns. Lembro-me de chegares, e de te achar normal, se bem que o teu olhar caiu no meu mais do que é comum, três, quatro segundos… Será nesses segundos que duas almas se reconhecem? Para nós parece que foi…
E naquela roda de amigos, entre todos os exageros comuns, ficamos só os dois, a comungar o olhar, sós, com toda a gente à volta!
Levei-te a casa, e eu tão bem assim! Ainda no carro, um adeus e um cigarro, e um poema de Jobim…